sábado, 5 de maio de 2012

A importância da sociologia

Para que serve a sociologia? Esta pergunta é feita, muitas vezes, num tom que oscila entre a ironia, o ceticismo e a desconfiança, sobretudo desde que, através da obra de divulgadores zelosos, mas nem sempre sagazes, a sociologia extravasou dos meios  acadêmicos restritos para os jornais diários, seminários e meios de comunicação de massa,  em geral.  É legítimo responder em primeira instância esta pergunta com outra pergunta: “Para que serve uma criança”?  “Para nada e para tudo”. É uma presença, e, ao mesmo tempo, uma potencialidade, que vale em si e por si.
A sociologia serve-nos, em primeiro lugar, como instrumento de conhecimento. Juntamente com outras ciências sociais, diz-nos, como funcionam as instituições sociais, quais as regras escritas e, sobretudo, não escritas, em que os indivíduos e os grupos sociais se apoiam. Mas especificamente, a sociologia desenvolve um trabalho concreto, para o qual as outras ciências sociais não estão adequadamente equipadas; ocupa-se da interconexão do social e procura analisá-la. Neste sentido, ou seja, na medida em que analisa não tanto os aspectos específicos da sociedade enquanto tais, como as suas ligações estruturais e de condicionamento recíproco, a sociologia tem uma função de generalização e um efeito de exteriorização. Não  espanta que, nas mãos de um sociólogo pouco sensato ou, medíocre, a sociologia pareça em vez de geral, “genérica” , e de sociologia se transforme naquilo que os que apenas conhecem as ciências sociais pela rama não se cansam de chamar “tudologia”.
Este aspecto crítico, tão difundido e tão superficial, evoca, paradoxalmente, a função social específica da sociologia e a sua vocação profunda na sociedade atual. Essa sociedade, nos seus aspectos mais avançados, é hoje uma sociedade extremamente fragmentada por uma especialização técnica que cada vez é mais estimulada e corre o risco de nos fazer perder de vista o social na sua globalidade dinâmica. A sociologia é o único antídoto de que dispomos contra essa tendência, que se apresenta com a força inelutável de um processo natural. Perante tal tendência, o sociólogo desempenha uma função crítica essencial. No próprio momento em que começa a analisar qualquer fenômeno social, comportamento ou instituição, o sociólogo afirma e faz incidir sobre o fato social um critério de racionalidade que esclarece as razões profundas das práticas sociais, muitas vezes aceitas e seguidas por puro instinto consuetudinário, possui um salutar poder de desmistificação.
Nesta perspectiva, é fácil compreender por que é que a sociologia tem tido uma vida difícil em todos os regimes políticos totalitários e autoritários. O simples fato de escolher uma dada instituição como objeto de investigação sociológica põe em risco a propaganda oficial, ou “ideológica”, desvenda os mecanismos internos da instituição, mostra os interesses reais que essa instituição serve, descreve as suas linhas tendenciais tais como são, na realidade, independentemente das interpretações oficiais, revela a sociedade real que se comprime, por trás da fachada formal. Como diziam os nazis, a sociologia desenvolve uma crítica social corrosiva.

FERRATTI, Fraco. Sociologia. Lisboa: Teorema, 1986. P. 149-150.

A importância da Sociologia
A sociologia é o estudo do comportamento social das interações e organizações humanas. Na realidade, todos nós somos sociólogos por que você e eu estamos sempre analisando nossos comportamentos e nossas experiências interpessoais em situações organizadas. O objetivo da sociologia é tornar essas compreensões cotidianas da sociedade mais sistemáticas e precisas, à medida que suas percepções vão além, de nossas experiências pessoais.
A sociologia estuda todos os símbolos culturais que os seres criam e usam para interagir e organizar a sociedade; ela explora todas as estruturas sociais que ditam a vida social, examina todos os processos sociais, tais como desvio, crime, divergências, conflitos, migração e movimentos sociais, que fluem através da ordem estabelecida socialmente; e busca entender as transformações que esses processos provocam na cultura e estrutura social.
TURNER H, Jonathan. Sociologia Conceitos e Aplicações - São Paulo. Makron Books 1999. p. 02.

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